Apartamento no primeiro andar: vale a pena morar em andares baixos?
Na hora de escolher um novo lar, muitas pessoas ainda têm ressalvas quanto a viver em pavimentos mais baixos, associando esse tipo de imóvel a barulho, menor privacidade ou insegurança. No entanto, essas percepções vêm mudando com os avanços em arquitetura, segurança predial e projetos de paisagismo.
Hoje, o apartamento no primeiro andar tem ganhado espaço no mercado imobiliário por oferecer soluções que unem conforto, praticidade e, em muitos casos, ótimo custo-benefício.
O que caracteriza o primeiro andar
O primeiro andar costuma ser o pavimento logo acima do térreo, embora em alguns edifícios — especialmente os que não possuem elevador — ele seja considerado o próprio nível da rua. Por isso, é fundamental conferir a planta e entender exatamente a posição da unidade durante a visita.
Em prédios mais antigos, é comum encontrar unidades mais amplas ou com varandas maiores. Já nos empreendimentos modernos, há projetos que incluem jardins privativos, quintais ou até espaços gourmet, mostrando que morar em andares baixos pode ser sinônimo de conforto e diferencial.
Principais vantagens desse tipo de imóvel
Um dos maiores atrativos está no acesso facilitado. A ausência de longas escadas ou da dependência de elevadores torna o dia a dia mais simples, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida, crianças, pets ou quem precisa lidar com carrinhos, bicicletas e compras frequentes.
Outro ponto relevante é a praticidade em situações emergenciais, como quedas de energia ou evacuações. Além disso, o apartamento no primeiro andar costuma ter preços mais competitivos, já que a procura tende a ser menor, o que abre espaço para boas negociações.
Vale destacar ainda as unidades que oferecem áreas externas privativas, como quintais ou jardins, ideais para quem gosta de receber amigos, cultivar plantas ou ter um espaço ao ar livre dentro de casa.
Desvantagens que precisam ser avaliadas
Entre os pontos de atenção está a privacidade. Dependendo da posição do imóvel, janelas podem ficar voltadas para áreas comuns ou para a rua, exigindo soluções como cortinas, persianas e bom isolamento acústico.
A proximidade com portaria, garagem ou áreas de lazer também pode gerar mais ruído, algo que varia bastante conforme o projeto do prédio. Questões de segurança e ventilação natural merecem atenção, já que unidades muito próximas ao nível da rua podem receber menos luz solar ou circulação de ar, dependendo da arquitetura e da orientação do edifício.
Cuidados importantes antes de fechar negócio
Para quem considera essa opção, alguns cuidados fazem toda a diferença. Avaliar a localização da unidade dentro do prédio é essencial: imóveis voltados para áreas internas ou jardins tendem a ser mais silenciosos e protegidos do que os de frente para a rua.
A segurança do condomínio também deve ser prioridade. Portões eletrônicos, câmeras, guarita com controle de acesso e vigilância 24 horas são diferenciais importantes para quem vive em pavimentos mais baixos. Durante a visita, observe a iluminação natural ao longo do dia e a ventilação dos ambientes, evitando espaços muito sombreados ou úmidos.
Uma escolha que pode ser estratégica
Apesar da resistência de parte do mercado, o apartamento no primeiro andar pode representar uma excelente oportunidade. Os valores mais acessíveis, aliados a projetos modernos e bem planejados, tornam essa opção cada vez mais atrativa para quem busca praticidade, conforto e boas condições de compra.
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